Lipidose Hepática

Gata, 2 anoas, castrada, SRD
Queixa principal Lipidose hepática
“A causa de lipidose hepática na maioria dos gatos é por não se alimentar, não importa por qual motivo. Em alguns gatos, 3 dias sem comer já são suficientes para a doença se instalar. Um dos sinais da lipidose, é a icterícia, onde a pele e a parte branca dos olhos do gato se apresentam amarelos, devido ao pigmento biliar. Além disso eles ficam letárgicos, apresentam vômito, perda de peso e se recusam comer.”

Sintomas
Há um mês percebeu que quase não estava comendo e vomitava um pouco.

Medicada com alopatia
Começou a vomitar um líquido amarelo frequentemente. Há 5 dias não come nada, tem que forçar. Dá comida na seringa quatro vezes no dia, uma das vezes sempre vomita. Agora não brinca, não quer comer, precisa dar comida com seringa, não atende quando o dono chama, só fica deitada. Está salivando bastante, engole toda hora. Está muito ictérica.
As fezes são mais secas, a urina no início era bem alaranjada, agora melhorou. Está extremamente magra.
Medicada com homeopatia.
Primeiro dia – não salivou mais, parece que aceitou a comida da seringa melhor.
Segundo dia – está mais ativa, reflexos mais presentes, começando a atender o chamado do dono, subiu em um lugar que já não estava conseguindo. Não vomitou mais.
Terceiro dia – continua melhorando.
Sexto dia – veio receber o dono na porta, mais atenta ao que acontece na casa.
Décimo primeiro dia – está se lavando, comendo sozinha.
Vigésimo dia – tudo bem, já está tentando pular em lugares altos. Voltou ao normal. Em 10 dias poderá ter alta do tratamento.
Discussão: Podemos concluir que essa gata tinha boa saúde antes da doença, o que facilitou a ação da homeopatia. Se ela tivesse um nível de saúde pior, o tratamento seria um pouco mais demorado. Por isso o mito que a homeopatia é lenta, há casos onde a saúde do paciente está prejudicada e o tratamento tem que se estender.  O nível de saúde é que vai comandar se o tratamento será de 20 dias, como esse caso ou 40 dias se ela tivesse um nível de saúde menor.
A homeopatia não faz milagres, há casos que conseguimos apenas melhorar a qualidade de vida dos últimos dias. Mas podemos ver por exemplo, num caso incurável, em doenças que normalmente o prognóstico é de seis meses de vida, que pela homeopatia estendemos esse tempo, podendo atingir um ano ou mais, mas o mais importante, estendemos com qualidade.

Diarreia com sangue Crônica em Cão

Caso de diarreia com sangue, acompanhamento por 20 meses.
13/03/2013 Queixa principal – crises quase que semanais desde os 4 anos, nessas crises vomita sangue e tem sangue nas fezes, hoje está com 11 anos.
Extremamente ansioso, teimoso. no passeio puxa muito, avança nas pessoas. convive com 3 cadelas. Quando tem visitas quer atacar. É um pouco medroso de coisas estranhas, não gosta de pessoas de idade, não deixa dar remédio, precisa amordaçar e segurar no veterinário.
Secreção nos olhos pela manhã, teve otite 1 vez. Os dentes estão pretos há uns 3 anos, tem espirro reverso, às vezes coincide com a volta do passeio.
Come carne com arroz, as crises começam com perda de apetite, às vezes começa com vomito branco, às vezes já começa com sangue. Come pouco, gosta de doce. Bebe muita água. Tem gases fétidos, borborigmo, dor ao soltar gases, fica na posição de defecar. A glândula adanal inflamou, as fezes são pretas e pouco volume, fétidas, urina escura apesar de beber bastante água.Libido aumentada, teve gripe há alguns anos.
Dorme bem, estava com sarna demodécica quando foi adotado, pelos caindo e secos.
Sempre que toma banho tem a crise, tendia a ser magro agora está mais gordo. Perde muito sangue nas crises.
Medicado com remédio de fundo.

03/04/2013 – Não teve mais crises, elas eram semanais.

18/04/2013 – Teve diarreia e vomito sem sangue. Medicado para crise aguda, no dia seguinte não teve nada.

26/09/2013 – vomitou a comida inteira e ai começou a vomitar espuma branca, teve diarreia com sangue e o vomito ficou amarronzado.
Está muito ansioso, não se concentra nem para comer. Corre o dia inteiro. Olhos – sem secreção, ouvidos coçando muito. Dentes clarearam. Come muito rápido, está com gases fétidos, tenesmo nas crises, reclama quando mechem. Arrastando o ânus no chão. Urinando muito, cor mais escura. Urina dentro da casinha à noite. Medicado com remédio de fundo.

Em março de 2014 todos os cachorros da casa tiveram diarreia, foi medicado.

23/06/2014 – Não está querendo pegar a comida, só pega pão, parece desconfiado. medo de barata, mas no portão fica bravo. Quer muito carinho, quer lamber, que fiquem fazendo carinho. Olhos – ok, Ouvidos – ok, às vezes coça Dentes voltaram à escurecer, espirro reverso, come pão e cartilagem, precisa de companhia para comer. Fezes – ok, pelos caindo bem menos. Medicado com remédio de fundo.

08/12/2014 – Ânus inflamado. Brincando bastante, muito bravo com estranhos, não deixa os donos mexer para fazer alguma coisa, carinho e escovar ele gosta. Coçando ouvido direito. Dentes clarearam, mas está com tártaro pois come pão todo dia. Depois da vacinação está comendo menos. Bebe muita água. Tem gases, arrastando o anus que está muito inflamado, sai pus. Chora para defecar, tenesmo depois de defecar. Fezes estão um pouco pastosas e muito fétidas. Começo é firme depois uma pasta. São pretas pra marrom escuro. Libido aumentada, caindo muito pelo. Medicado com remédio de fundo.

29/12/2014 – Ânus está normal.

Enterite crônica

Cão, nascido em 01/2001, castrado, pinscher

Queixa principal – enterite crônica

Muito bonzinho, bem alegrinho, não gosta que mexa nas patas, se irrita fácil. Assustadiço. Prefere ficar andando quando está no colo. Morde a cachorra quando ela tenta lamber, morde o dono se tentar beijar, a dona não. Tem inflamação no ouvido direito, tirou todos os dentes, sem mau hálito. Boca seca. às vezes quando boceja engasga. Precisa cobrir cm muito cobertor, não mantem a temperatura. Nas crises fica 3-5 dias sem comer, com diarreia, enjoo, muita ânsia sem vômito, a comida tem que ser fresca, senão passa mal, nas crises tem que administrar soro fisiológico. Quando vomita, que é difícil, vomita um pouco de água. Qualquer coisa para de comer, apetite caprichoso, demora para começar mas depois come muito. Arrota depois de comer e beber, alto. Ama manga, depois da compressão não gosta de doce, antes adorava. Depois que teve pancreatite, começou a diarreia. Adora tempero, alho principalmente, mas se come passa mal. As fezes variam muito de cor, rosa, verde, preto, marrom claro na maioria, muito muco, raramente sangue. Para defecar ou urinar precisa massagear o abdômen. Já teve infecção e pedras. Os ossos estão desmineralizando, comprimiu uma vértebra torácica em 08/2014, não anda mais, apenas senta.  Não mantém a temperatura do corpo, precisa ficar todo coberto. Medicado em 16/04/16.

Nova consulta em 18/06/16

Está deixando a cachorra lamber e o dono beijar, antes rosnava, está mais calmo. Incômodo no ouvido direito, a boca continua seca. Está comendo pela manhã e à tarde, à noite só às vezes. No início do tratamento ficou uns 20 dias sem crise nenhuma, agora acontecendo mais vezes, às vezes fica estranho, não tem fome pela manhã, tem gases, abdômen dilatado, fica incomodado. Agora acontecendo uma vez por semana, bebe normal. As fezes estão só na cor marrom, nas crises marrom claro. Tem mantido mais a temperatura.

Diarreia

Gato, castrado, 1 ano e 1 mês, mestiço de persa.

Desde 2 meses diarreia, no máximo fezes pastosas. Há uma semana fezes com sangue. A diarreia é líquida, com muco, fios de sangue, sonora, às vezes não dá para chegar na caixa de areia. Anus em carne viva, ruídos no abdome. Medroso, medo de altura, faz xixi na dona, não brinca mais. Pelos caindo, muito ralo. Está muito magro, a dona está com medo que ele morra. Medicado para agudo.

3 dias depois da medicação: fezes pastosas, brincando, mais disposto.

10 dias depois da consulta: está muito bem, fezes firmes. Medicado com remédio de fundo.

7 meses depois da consulta: Está gordo, peludo, fezes normais, brincando, menos medroso.